“A minha esposa foi a maior incentivadora de minha carreira artística”Maestro Jovelino Lima O maestro arapiraquense Jovelino Lima nasceu no dia 28 deJulho de 1936, em Arapiraca/AL. Ele sempre foi apaixonado por
música, identificando logo cedo sua aptidão para as notas
musicais, no bairro Cavaco. Discípulo do (saudoso) maestro Nelson Palmeira, na adolescência costumava cortar folhas de abóbora para construir instrumentos de sopro improvisados, com os quais conseguia executar os primeiros acordes musicais da música
“Asa Branca”, sucesso do eterno Luiz Gonzaga, “O Rei do Baião”. Ficava contente por conseguir emitir aqueles sons. Nessa época costumava escutar as apresentações ao vivo de artistas, que eram acompanhados por um excelente
acordeonista, nas emissoras “Tupi”,”Tamoio” e “Nacional”, do Rio de Janeiro. A audição destes programas foram as suas primeiras grandes
influências para seguir a sua vocacão de músico. Ele deixava
de trabalhar na roça para escutar as rádios, e sempre era
repreendido por seu pai ou por sua mãe dizendo: “Desliga
isso, preguiçoso. Vá pra roça trabalhar!”. O PRIMEIRO INSTRUMENTO Aos 14 anos criou coragem e decidiu enfrentar o pai fazendo a
proposta para que lhe comprasse uma sanfona. O seu pai parou,
meditou, examinou-o dos pés á cabeça, pegou um cinturão e
foi logo lhe dizendo: “Olhe aqui a sanfona!”.Diante da negativa de seu pai, Jovelino propôs para ele que
queria plantar fumo. seu pai lhe respondeu que ele era muito
novo para aquele serviço. Ainda com medo da rigidez de seu
pai, Jovelino fez mais uma proposta: “Então o senhor me dê
meia tarefa de terra”. E foi prontamente atendido. O objetivo
não era outro senão comprar um instrumento musical, com o
lucro, no final do ano. Anos depois foi formada a Banda de Música de Arapiraca, cuja
sede ficava a uma distância de 3 quilômetros de onde
Jovelino morava e os ensaios eram realizados á noite. Seus
pais não permitiam que ele participasse dos ensaios da Banda.
Um dia a Banda de Música foi tocar no Bairro Cavaco, onde ele
residia, Jovelino assistiu e ficou fascinado com aquela
apresentação.No dia seguinte foi novamente conversar com o seu pai: “Pai,
se possível, compre um clarinete pra mim”. a resposta foi
imediata: “Isso que você tá pedindo é coisa pra malandro”.
Jovelino arriscou e fez uma contra-proposta: “Então agora eu
quero uma tarefa de terra”. E novamente foi atendido.
O menino Jovelino convidou o seu primo, Abílio Ventura, e
foram escondidos dos pais até a sede da Banda para verem se
havia possibilidade de ingressarem para estudarem música.
Chegando na sede falaram com o maestro e professor Nelson
Palmeira que os atendeu e pediu que levassem um caderno com
exercícios. Após um mês de aprendizado o seu primo desistiu e
ele continuou. Nas horas vagas solfejava dentro do quarto.
No fim daquele ano, vendeu a sua safra de fumo. Depois de
pagar as suas contas, ainda sobrou Cr$ 4.200 (quatro mil e
duentos cruzeiros). Informou ao fundador da Banda de Música,
vereador José Lúcio de Melo que iria comprar um pistom. uma
semana depois comprou o instrumento musical. A aprendizagem
de solfejo estavam bem adiantadas. Depois de 3 meses de
manuseio com o pistom, Jovelino já estava integrado na
Banda. Sendo sempre incentivado e elogiado pelo maestro,
Nelson palmeira, por sua desenvoltura musical, ele participou
de inúmeras apresentações por todo o Estado, e mais tarde
trocou o pistom por um sax-tenor.
pagar as suas contas, ainda sobrou Cr$ 4.200 (quatro mil e
duentos cruzeiros). Informou ao fundador da Banda de Música,
vereador José Lúcio de Melo que iria comprar um pistom. uma
semana depois comprou o instrumento musical. A aprendizagem
de solfejo estavam bem adiantadas. Depois de 3 meses de
manuseio com o pistom, Jovelino já estava integrado na
Banda. Sendo sempre incentivado e elogiado pelo maestro,
Nelson palmeira, por sua desenvoltura musical, ele participou
de inúmeras apresentações por todo o Estado, e mais tarde
trocou o pistom por um sax-tenor.

O HINO DO ASA
As suas primeiras composições foram “Prece a São João” e
“Nordeste Diferente”, ambas gravadas por Zé do Rojão. Depois
a convite do presidente do ASA (Agremiação Sportiva
Arapiraquense), musicou uma letra do professor Pedro de
França Reys, com arranjo de Lourival Oliveira. Esta música
tornou-se o Hino do ASA. Este hino foi gravado pelo cantor
pernambucano de frevo, Claudionor Germano.
“Nordeste Diferente”, ambas gravadas por Zé do Rojão. Depois
a convite do presidente do ASA (Agremiação Sportiva
Arapiraquense), musicou uma letra do professor Pedro de
França Reys, com arranjo de Lourival Oliveira. Esta música
tornou-se o Hino do ASA. Este hino foi gravado pelo cantor
pernambucano de frevo, Claudionor Germano.
FREVOS
Em 1967 Jovelino compôs o frevo de rua “Palmeirão”, para o
carnaval de 1968, homenagaeaando seu primeiro professor de
música, o maestro Nelson Palmeira. Com a ajuda do maestro
pernambuco Lourival Oliveira, responsável pela orquestração
da música, conseguiu classificar a compopsição, em uma
competição de frevo, entre as 18 finalistas.
carnaval de 1968, homenagaeaando seu primeiro professor de
música, o maestro Nelson Palmeira. Com a ajuda do maestro
pernambuco Lourival Oliveira, responsável pela orquestração
da música, conseguiu classificar a compopsição, em uma
competição de frevo, entre as 18 finalistas.
Já próximo ao carnaval, ouvindo a “Rádio ‘Gazeta de
Alagoas’”, no programa “Manhãs Brasileiras” do (saudoso)
radialista Edécio Lopes, Jovelino teve o prazer de escutar a
sua música.
Alagoas’”, no programa “Manhãs Brasileiras” do (saudoso)
radialista Edécio Lopes, Jovelino teve o prazer de escutar a
sua música.
O maestro Lourival Ferreira veio a Arapiraca, convidado por
Jovelino Lima, trazendo de presente um pacote de partituras
musicais. Lourival disse a Jovelino que aquelas partituras
era a base para que ele formasse a sua própria Orquestra.
Jovelino Lima, trazendo de presente um pacote de partituras
musicais. Lourival disse a Jovelino que aquelas partituras
era a base para que ele formasse a sua própria Orquestra.
Jovelino arregimentou cinco músicos e formou a orquestrta,
realizando memóraveis carnavais no Jaraguá Tênis Clube, Iate
Clube Pajuçara e ASPLANA. Participou de mais de vintes
eventos promovidos pela Organização Arnon de Melo, incluindo
os tradicionais Banhos de Mar á Fantasia. Realizou também
muitos carnavais em Arapiraca/AL, Barreiros/PE e em diversos
Bairros de Maceió/AL.
realizando memóraveis carnavais no Jaraguá Tênis Clube, Iate
Clube Pajuçara e ASPLANA. Participou de mais de vintes
eventos promovidos pela Organização Arnon de Melo, incluindo
os tradicionais Banhos de Mar á Fantasia. Realizou também
muitos carnavais em Arapiraca/AL, Barreiros/PE e em diversos
Bairros de Maceió/AL.
CARNAVAL TEMPERATURA Em 1975 gravou um disco carnavaleasco com sua orquestra, em Recife. Desse álbum fizeram sucesso em todo o Nordeste asmúsicas “Tchau, Meu Bem”, de Jovelino, e “Saramandaia”, de
Lourival. Em seguida ele gravou mais sete vinis, intitulados
“Carnaval Temperatura. Depois dois LPs de puro forró, com o
título de “Boca de Forno”. De sua autoria solo possui gravadas os seguintes frevos: ”Palmeirão”, “Tchau, Meu Bem”, “Folia da Ilusão”, “Chá de
Chuchu”, “Maceió”, “Índio Não Sabe Falar” e “Meninas, a Festa
Acabou”.Em parceria possui gravados os frevos: “Doce Demais”, com
Sabino Romariz e “Morena Pernambucana”, com Vicente Rodrigues
e Edson Melo. Jovelino também gravou dois forrós: “Pra Lá e
Pra Cá” e “Nosso Guerreiro”. [ Editado Por Pedro Jorge ] Maestro Jovelino Lima é tema de bloco carnavalesco
Por Roberto Gonçalves O bloco carnavalesco “Turma da Rolinha” será a grande atração
do Carnaval 2006 em Maceió e tem como principal tema-enredo
uma homemagem ao maestro Jovelino Lima, um dos principais
nomes da música de Arapiraca/AL.
[ Fonte: "Jornal 'Alagoas em Tempo'", 14 a 20/11 de 2005 ]
Letra do Hino
Letra: Prof. Pedro de França ReysMúsica: Maestro Jovelino José de Lima Na terra dos marechais, um clube esportivo se destaca.Pelo valor de seus craques, o ASA DE ARAPIRACA O seu pendão alvi-negro, içai com garbo varonil, conquistando sempre vitórias, sob os céus deste Brasil.
Oh! craques da esportiva, o ASA gigante tornai. Com bravura e galhardia, ide avante. Lutai! Lutai!Oh! ASA da minha terra, aos píncaros da glória voai, e aos vossos admiradores, os loiros da vitória legai.Orgulhoso e altaneiro, o ASA sempre de pé, ficará nas páginas da história, da terra de Manoel André. CONTATOS ( Celular ) 9991.9954( Residencial ) 3530.1945
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